A  MINHA  ALMA  GLORIFICA  O  SENHOR
POESIA DE TEMA RELIGIOSO

A minha alma glorifica o Senhor!

Poesia Litúrgica

 

Glória à Deus

Salve Rainha

O Poema da Ressurreição

HINOS LITURGICOS

Crux fidelis

Pange língua

Ecce Panis

Panis angelicus

Ave verum

 

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GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

 

Glória a Deus nas alturas,

e paz na terra aos homens por Ele amados!

 

Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso:

Nós Vos louvamos,

nós vos bendizemos,

nós Vos adoramos,

nós Vos glorificamos,

nós vos damos graças por Vossa imensa glória!

 

Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito,

Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai:

Vós que tirais o pecado do Mundo, tende piedade de nós.

Vós que tirais o pecado do Mundo, acolhei a nossa súplica.

Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós!

Só Vós sois o Santo,

só Vós sois o Senhor,

só Vós sois o Altíssimo,

Jesus Cristo,

com o Espírito Santo,

na glória de Deus Pai!

Ámen!

 

 

SALVE RAINHA

 

Salve Rainha,

Mãe de misericórdia,

Vida, doçura e esperança nossa!

A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva;

A Vós suspiramos, gemendo e chorando,

Neste vale de lágrimas.

Eia, pois, ó Advogada nossa,

Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei!

E, depois deste desterro, nos mostrai Jesus,

O bendito fruto do vosso ventre,

Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Ámen!

 

 

O POEMA DA RESSURREIÇÃO

Precónio Pascal (excerto)

 

Exulte de alegria a multidão dos Anjos,
exultem as assem­bleias celestes,
ressoem hinos de glória, para anunciar
o triunfo de tão grande Rei!

Rejubile também a terra,
inundada por tão grande claridade,
porque a luz de Cristo, o Rei eterno,
dissipa as trevas de todo o mundo!

Alegre-se a Igreja, nossa mãe,
adornada com os fulgores de tão grande luz,
e ressoem neste templo
as aclamações do povo de Deus! ...

É verdadeiramente nosso dever,
é nossa salvação proclamar
com todo o fervor da alma e toda a nossa voz
os louvores de Deus invisível,
Pai omnipotente, e do seu Filho Unigénito,
Jesus Cristo, Nosso Senhor ...

Esta é a noite, em que libertastes
do cativeiro do Egipto
os filhos de Israel, nossos pais,
e os fizestes atravessar a pé enxuto
o Mar Vermelho.

Esta é a noite, em que a coluna de fogo
dissipou as trevas do pecado.

Esta é a noite, que liberta das trevas do pecado
e da corrupção do mundo
aqueles que hoje por toda a terra
crêem em Cristo,
noite que os restitui à graça
e os reúne na comunhão dos Santos.

Esta é a noite, em que Cristo,
quebrando as cadeias da morte,
Se levanta glorioso do túmulo.

Oh admirável condescendência da vossa graça!
Oh incomparável predilecção do vosso amor:
para resgatar o escravo entregastes o Filho!

Oh necessário pecado de Adão,
que foi destruído pela morte de Cristo!
Oh ditosa culpa,
que nos mereceu tão grande Redentor!

Esta noite santa afugenta os crimes,
lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores,
dá alegria aos tristes.

Oh noite ditosa, em que o Céu se une à terra,
em que o homem se encontra com Deus!

Nesta noite de graça, aceitai,
Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor,
que, na oblação deste círio,
pelas mãos dos seus ministros
Vos apresenta a santa Igreja.

HINOS LITÚRGICOS

(Traduzidos livremente)

 

CRUX FIDELIS

 

Ó Cruz da minha fé,

A mais distinta das árvores:

Nenhuma mata produz

Outra igual em copa,

Ou em flor ou em fruto!

 

Canta, ó minha voz,

O glorioso combate,

Proclama o brilhante triunfo

Que o Redentor do Mundo

Venceu na Cruz!

 

Doce madeiro,

Tão doces cravos susténs,

Peso tão doce!

 

Curva os ramos, árvore nobre!

Distende as tuas fibras!

Abranda o teu rigor natural!

Oferece ao Rei do céu

Um leito mais suave!

 

Só tu foste achada digna

De ter a vítima do mundo!

Qual arca consagrada

Pelo sangue do Cordeiro

Conduzes ao porto

O mundo náufrago!

 

Glória para sempre

À Trindade do Céu!

Louvor ao Pai e ao Filho,

Honra para sempre ao Paráclito!

Que todo o universo louve

O nome de Deus

Uno e Trino!

Amém!

 

 

PANGE LÍNGUA

 

Canta, ó minha voz, o mistério do Corpo e do Sangue sem preço

que a Mãe mais generosa entregou aos povos e que salvou o mundo!

 

Nascido da Jovem pura, o Senhor ensinou-nos o amor

e quis ficar para sempre connosco.

 

Na noite da Ceia, entregou-se-nos como Cordeiro Pascal.

Pela sua palavra,

o pão fez-se Carne e o vinho tornou-se Sangue.

 

Isto desafia os nossos sentidos, mas a sua palavra é santa.

Honremos este Sacramento sem igual!

Que a nossa fé jamais vacile.

 

Louvor e acção de graças ao Pai e ao Filho!

Louvor e acção de graças ao Espírito que deles procede!

Ámen.

 

 

ECCE PANIS

 

Eis o pão dos Anjos,

Agora pão dos peregrinos,

verdadeiro pão dos filhos,

que não deve ser desprezado.

É anunciado em símbolos:

Em Isaac entregue à morte,

Vê-se o Cordeiro Pascal.

Como maná, é dado aos nossos pais.

Bom pastor, Pão verdadeiro,

Ó Jesus, tende piedade de nós!

Alimentai-nos e defendei-nos

E levai-nos a ver os bens eternos

Na terra dos vivos.

Vós que tudo sabeis e podeis,

Que nos livrais aqui da morte:

Conduzi-nos ao Banquete celeste

Na alegria dos vossos santos.

Ámen.

 

 

PANIS ANGELICUS

 

O Pão dos Anjos torna-se Pão dos homens.

O Pão celeste realiza as antigas figuras.

Que coisa admirável: o servo pobre e sem valor

Alimenta-se do seu Senhor!

 

Ó Deus uno e trino, dignai-Vos visitar

Os que Vos adoram!

Conduzi-nos pelos vossos caminhos

Para a luz por que suspiramos

E onde Vós habitais!

Ámen

 

 

AVE VERUM

 

Salve, ó verdadeiro Corpo,

Nascido da Virgem Maria!

Salve, tu que padeceste

E foste imolado na cruz para nossa redenção!

Do teu peito perfurado

Correu água e sangue.

Vem valer-nos na agonia!

 

 

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